quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Há um tempo (mais necessariamente há uns dois meses), eu tinha quase certeza de que havia alguma coisa muito especial. Tinha quase certeza de que não era só eu que sentia dessa forma. Descobri que era. Mas, não sei porque cargas d'água, continuei sentindo. Agora acho que está mais do que na hora de desconfiar do que sinto, e deixar seja lá o que for, de molho. Partir pra outra de alma entregue, coração vazio, ou pelo menos aberto. Zarpar para outras coisas. Relacionamentos não são minha meta há algum tempo. Com você, ele parecia voltar a ser. Mas agora é hora de querer somente o que era minha meta antes: viver! Há outras paixões /amores ( minha família, meus amigos, a dança, a faculdade, meus alunos..) há outros "afazeres", outras vontades, e serão elas que preencherão meu tempo e dedicação. É bem verdade que você me faz muita falta, e eu meti meus pés pelas mãos algumas vezes tentando recuperar o que tinha antes, mas não deu. Você se distanciou, e cada vez para mais longe. Hoje, eu não sei o que gosto em você e é realmente seu e o que foi criação minha. Só sei que o espaço que você ocupa por aqui no meu coração, parece ser o mesmo. Relacionamento, hoje, não é de longe a minha meta, pode ser que amanhã não pense mais assim e me entregue. Pode ser que alguém que desperte alguma coisa em mim apareça. Mas também não estou preocupada com isso. Volto a repetir, você me deu vontade de tentar novamente, mas como não é qualquer um que consegue isso, veremos se um outro com a mesma habilidade que você teve para despertar meu coração, aparece. Se aparecer e for definitivo, não saberei o que teria com você, e talvez não fosse pra ter. Mas se não aparecer, ou for só por algum tempo, pode ser que um dia, ainda nos encontremos, diferentes, eu pelo menos devo estar diferente, sem grandes perspectivas, talvez com um novo sentimento em relação a você, mas com certeza, continuando a dar muita importância a esse encontro. Adoraria dar a você nos meus pensamentos uma voz, um perfume, um olhar, e um sorriso real. Saber como você olha, como sorri, como fala, que gestos tem. Parece difícil. Mas, quem sabe! Você não sai das minhas orações. E os pedidos não são para que você fique comigo ou se apaixone por mim, mas para que seja feliz. Para que tenha seus sonhos realizados, suas metas alcançadas, e alguém que o faça muito feliz. Sou fã da parte de você que você me permitiu conhecer. E, se algum dia, por intercessão da nossa Mãezinha, nos encontrarmos, eu saberei exatamente o que tudo isso significou. Gosto muito mesmo de você! E tenha certeza, que o carinho que fica, estará sempre disponível para você, sempre que quiser e precisar!

Beijos,
sua,
como preferir...



Andreia Almeida

segunda-feira, 22 de agosto de 2011



É assim que ela chega... procurando espaço, esperando o momento, revela-se aos poucos, às vezes sem que o dono da casa perceba... e vai se fazendo mais forte e mais presente desempenhando o papel que lhe cabe: ilumina o que parecia escuro, reanima o que parecia morto, e faz maior e melhor aquilo que é essencial à vida! Seja bem-vinda sempre, minha esperança!

Andreia Almeida

Créditos - Fotografia: Nadja Mara

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sinto sim que cresço um pouquinho a cada queda, como uma criança, que chora ao cair da bicicleta, faz birra dizendo que cansou e depois volta pra tentar novamente. Não gosto dessa dor, mas a calma que vem depois dela, seja lá de que forma for, me reconforta... e me faz sentir mais forte... não sei se morre alguma coisa em mim, ou se nascem outras, mas quero pensar que nesse processo estou crescendo... não sei se vou perdendo a capacidade de sonhar... e também não sei se lamento por isso, talvez a dosagem dos sonhos seja muito grande, e o que eu precise seja mesmo um encontro com a realidade. E esse encontro às vezes é doloroso, como é... mas talvez também necessário...

Andreia Almeida
Senhor, obrigada, porque entre todos os dons, me deste a capacidade de amar... e perdoar... e esquecer... e recomeçar e reconhecer todos os milhões de presentes que colocas na minha vida... de anjos... de amigos-irmãos ... me deste a capacidade de perceber como me amas através do outro... como o bem, apesar de todo maldade e mesquinhez, existe...

Andreia Almeida
Também cansa saber que o padrão é o padrão da perfeição. Mas há de existir um olhar que não busque só isso, que se demore mais, e que se demorando, encontre algo que se buscava.

Andreia Almeida

sábado, 13 de agosto de 2011

Recomeço II

E, desde ontem à noite, mais um recomeço se dá nas pequenas-grandes coisas dessa minha pequena-grande vida. Pessoas novas e junto com elas novas descobertas. Quebra de velhos preconceitos que insistem em nos seguir. "E a vida é tão rara"......... se faz tão rara, tão cara, mas tão ao nosso alcance... Desde ontem sorrio fácil, sorrio com olhares novos, com sorrisos que chegam e ficam pelo tanto que marcam. Com gestos simples e acolhedores, aqueles que aquecem nosso coração... :) Hoje, em especial, foi a dança que fez algo por mim, ela, irmã inseparável da minha outra paixão - a música. Me conquista quando danço e quando enche meus olhos quando só observo o espetáculo que é a transformação que se dá através dela: o novo ânimo que nasce, a igualdade que semeia entre aqueles que se entregam a ela, a liberdade que nasce de simplesmente ser e estar. Ser e estar presente, autêntico, envolvido e entregue.

Andreia Almeida

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Hora de retomar aquilo que era meu objetivo inicial. ÀS vezes as coisas vão mudando e saindo do nosso controle sem que a gente perceba, e aquilo que estava em primeiro plano, nem sabemos aonde foi parar. Pois que eu volte a ele e o retome com o mesmo empenho, com a mesma alegria, com a mesma disposição, como se ele fosse o que mais importa, porque vai ver é mesmo. Acredito que realizações grandiosas são aquelas que mesmo pequenas, são feitas pelos outros. Principalmente aquilo que no momento é difícil eles fazerem sozinhos. Com meu trabalho é assim, com meus amigos é assim, com a minha família é assim ( e eles estão tão perto e às vezes os deixo ficar tão longe...)e vão ficando longe porque começo a me dar muita atenção, a me preocupar demais com os meus sonhos, com as minhas necessidades... Até quero pensar nas minhas necessidades, mas naquelas mais simples, que dependem exclusivamente de mim. As outras, as que não dependem, vou colocá-las cada vez mais para a gaveta das coisas arquivadas. Quero mesmo é encontrar essas grandes-pequenas realizações diárias. Olhares que me buscam, amigos querendo colo, família querendo presença. Até quero uma grande causa, mas aquela que só eu e a pessoa sabemos a importância. E uma grande causa pode ser um amor que posso incentivar o outro a ir atrás, uma reconciliação que espera ansiosamente o momento de acontecer. Um joguinho de futebol de criança, que pra ele é um fracasso... uma conversa com um senhor ou senhora que surge no nosso caminho e que, sem percebermos e esperarmos, são eles que realizam essa "grande" causa, num café da manhã em que "coincidentemente" sentamos ao seu lado e ele começa a falar daquilo que precisamos ouvir sem que tenhamos contado nada sobre nós. Ah... mas deve ser a experiência deles que faz com que percebam mesmo até aquilo que não falamos... deve ser a experiência que deu a eles a sabedoria e a perspicácia de ler os olhares antes das palavras... e como sabem respondê-los... e assim... vou encontrando meu caminho, fugindo do que eu achava que era mais importante, e encontrando o que, ironicamente, era realmente essencial...

Andreia Almeida